domingo, 12 de setembro de 2010

Eu conhecia aquele jeito, conhecia bem.
Quando cheguei eu mal reparei nele, as coisas não faziam sentido. Mas quando o olhei de verdade, foi como se um filme passasse na minha cabeça e eu visse tudo que eu tinha passado com outro garoto naqueles três anos.
Eu conhecia aquele sorriso, aquela voz meio rouca com um grande ar de ironia ao falar “uma graça”, consegui entender bem aquele olhar, cansado, com olheiras e malicioso e é claro que o cabelo loiro e bagunçado era familiar.
E parece que eu precisava sentir ele perto de mim. Não só pela semelhança, eu não sei bem o que aconteceu, só sei que precisava ficar perto, mas os fatos não nos deixavam juntos...
Eu conhecia bem aquele perfume, podia reconhecer de longe.
A única diferença era que eles não eram as mesmas pessoas... Hm.
Mas o pior não foi agüentar essas semelhanças como se estivesses sendo esfregadas na minha cara e me dizendo que eu não poderia ter nenhum deles.
O pior foi quando eu tentei ser feliz explicando para o meu melhor amigo que ele tinha me atraído e o por que de tudo isso, a lembrança que ele me trazia e então me aventurei perguntando qual era o nome dele a resposta do meu melhor amigo foi clara e reta: Felipe.
Minhas pernas tremeram e a vodka subiu à minha mente, comecei a rir sem nenhum motivo e agora eu posso responder que não é coincidência, é perseguição. Sério...

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