quinta-feira, 16 de setembro de 2010

G. H.

Eu não sabia mais o que estava acontecendo comigo. Que ele era importante pra mim, eu já tinha decorado, só não sabia explicar esse nível de importância.
Como poderia eu estar apaixonada por alguém sem ao menos conhecê-lo? Essa era a pergunta que mais me assustava. Mas eu de fato não conseguia parar de pensar nele, eu precisava agora do seu abraço, do seu jeito, do seu cheiro e do seu beijo só pra mim, eternamente pra mim.
Nunca entendi como pessoas se apaixonavam por MSN e até aproveitava para rir dessas pessoas. Agora eu entendo bem como é.
Minhas pernas começam a tremer, meu coração bate mais rápido, minhas mãos suam cada vez mais só de ver ele online e o pior de tudo era quando demorava um pouquinho para responder, eu nunca me importei muito com demoras no MSN, até por que, eu mesma demoro muito para responder, mas com ele, eu ficava muito ansiosa.
O nome dele me deixava eufórica só de ouvi-lo ás vezes e passava o tempo inteiro tentando criar a sua imagem em mim.
Pra quê morar tão longe? Seriamos tão perfeitos um para o outro, mas a distancia também incomoda muito.
Ele me fez sentir algo que a tempos eu não sentia, um sentimento puro, inocente e muito verdadeiro.
Agora eu posso dizer, eu te amo muito e preciso de uma dose sua agora mesmo afinal a minha abstinência de você, vai aumentar cada vez mais meu amor.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

E 2010 só estava na metade ainda...

Ela não entendia o que tinha feito com sua própria vida, estava tudo acabado, sem sentido, não era possível passar um dia sem chorar, o coração dela parecia sair pela boca quando passava em frente de lugares “especiais”, ela não tinha certeza de quem amava de verdade, por que sinceramente, ela achava um pior que o outro.
Só precisava que alguém que a atraísse de verdade, parasse na sua frente e dissesse que a amava muito e que estaria ali para sempre, para ajudá-la em tudo, para a fazer esquecer daquela droga de ano que parecia nunca acabar.
2010, o pior ano da vida dela. Ela tinha se perdido por querer viver.
Talvez só Deus mesmo para ajudá-la e arrumar a sua vida, mas mesmo que ela fosse domingo na igreja era uma ilusão, Ela não se abria para que aquele vazio fosse talvez preenchido. E ela não ia se abrir tão cedo ainda...
Mas nada parecia mudar aquilo. Ela nunca ia se perdoar, as pessoas já tinham esquecido dela e ela ainda sofria.
Realmente, nunca mais ia ser como antes. Ela só queria nunca ter conhecido aquela sala grande, branca com armários divertidos nos fundos. Ou ainda ter tudo isso até hoje.
Talvez, o que ela mais quisesse no mundo era ir dormir sem se preocupar em acordar seis e meia da manhã. Tomar um café forte, ficar se enrolando, pegar o ônibus de meio dia e ir ser feliz. Mas o Colégio Estadual, era muito pra ela, ela não sabia aproveitar a liberdade e conseguiu acabar com a sua vida pra sempre.
Aquele angústia sempre iria existir e ela precisava ler aqueles registros todos os dias como se aquilo fosse uma droga e por mais que ela excluísse, queimasse ou jogasse fora, já estava tudo gravado na mente dela.
A vida dela era sempre igual agora, algumas coisas diferentes, a maioria delas constrangedoras e não que ela não desse valor às pessoas que a amavam ela só não conseguia mais ser feliz e aproveitar tudo da melhor forma possível.
Eu vendo tudo aquilo, não sei se posso afirmar com tanta convicção que ela era feliz agora e que ainda queria viver.
Ela nunca ia se perdoar por tudo aquilo e o que ela queria não ia voltar pra ela...
Por mais que ela pensasse em se matar de estudar agora, para tirar notas boas e entrar naquele colégio ano que vem de novo, ela não tinha essa permissão então, melhor era tentar fingir que estava gostando da vida que vivia agora...

Mais uma noite sem sono.

Ele não tinha idéia do quanto a tinha magoado. Eram gestos simples, mas que lá no subconsciente dela, pesavam e muito...
Foi como se ele tivesse lançado uma flecha dentro do peito dela só digitando simples palavras ordenando que ela visse algo que no fundo, bem no fundo, ela nunca quis ter visto.
Se achares que ela nunca tentou esquecê-lo, estarás errado. Isso é o que ela mais tentou fazer em toda a sua vida.
E mesmo que ela grite, chore, implore, ele não vai escutá-la. Ela é de fato só mais uma pra ele e ele tem outra, tem a que ele realmente não passa um dia sem pensar, e mesmo que ela se esforce muito, nunca vai poder tê-lo de novo. NUNCA!
Ela o perdeu e acabou, nunca vai passar de “conversas” tolas no MSN ou de no máximo, um sorriso forçado de longe. Nada nem ninguém podem mudar isso agora. A culpa é definitivamente toda dela e pronto.
Não faz sentido ela perder noites de sono pensando em alguém que lembra dela só de vez em quando, fantasiando coisas que nunca irão acontecer de verdade e então perder matérias importantes no colégio por conta dessa abstinência que parece nunca sumir, nunca deixá-la em paz.
Ele era perfeito pra ela e ninguém mais conseguia perceber isso, só ela... presa naquela ilusão otária de que no final, tudo dá certo.
Mas a vida tinha um presentinho de mal gosto pra ela, no final, bem no final, as coisas não saem totalmente certas. Algumas feridas continuam ardendo e a maior de todas, era ele.
Como podia uma guria ser apaixonada pelo mesmo guri três anos consecutivos? Era a pergunta que mais a incomodava... saber que muitos já haviam passado na vida dela depois dele mas nenhum substituiu o amor que ela sentia por ele. Um amor infantil, mas verdadeiro. O primeiro amor dela, não que ela nunca tivesse se interessado e passado alguns momentos com outros meninos, mas ele foi o primeiro que ela morreria por ele.
Ela conhecia quase toda a vida dele, ela era legal com ele, fazia todas as vontades dele, ele se mostrava meio interessado mais uma vez ás vezes, mas quando isso passava ele sempre começava a falar da outra garota e por mais que ela não demonstrasse isso a machucava muito.
E ela já tinha feito de tudo, insanidades inclusive, só para esquecê-lo, mas naqueles minutos quando ela se deitava, era o sorriso dele que a deixava mal e fazia lágrimas escorrerem pelo seu rosto, ardendo cada vez mais. E mesmo que ela tentasse se auto-confundir pensando que eram outras coisas que provocavam aqueles choros, ela precisava parar de se iludir mais.
Sim, ela faria qualquer coisa para ter ele perto, talvez só mais um dia poder abraçá-lo de verdade, beijá-lo e aproveitar tudo que ele podia oferecer para ela. Talvez, ai então, ela sumisse da vida dele.
Mas qualquer um de nós consegue ver que ela é muito egoísta ao ponto de talvez não querer esse dia com ele, para ele não poder falar algo como : “Pronto, eu te dei o que você queria, agora suma.” É, talvez fosse mais medo do que egoísmo até.
Ela estava cansada, mas eu via que não seria hoje o grande dia que ela se esqueceria dele e deixá-lo-ia de lado para viver, para viver intensamente como na sexta série...

domingo, 12 de setembro de 2010

Eu conhecia aquele jeito, conhecia bem.
Quando cheguei eu mal reparei nele, as coisas não faziam sentido. Mas quando o olhei de verdade, foi como se um filme passasse na minha cabeça e eu visse tudo que eu tinha passado com outro garoto naqueles três anos.
Eu conhecia aquele sorriso, aquela voz meio rouca com um grande ar de ironia ao falar “uma graça”, consegui entender bem aquele olhar, cansado, com olheiras e malicioso e é claro que o cabelo loiro e bagunçado era familiar.
E parece que eu precisava sentir ele perto de mim. Não só pela semelhança, eu não sei bem o que aconteceu, só sei que precisava ficar perto, mas os fatos não nos deixavam juntos...
Eu conhecia bem aquele perfume, podia reconhecer de longe.
A única diferença era que eles não eram as mesmas pessoas... Hm.
Mas o pior não foi agüentar essas semelhanças como se estivesses sendo esfregadas na minha cara e me dizendo que eu não poderia ter nenhum deles.
O pior foi quando eu tentei ser feliz explicando para o meu melhor amigo que ele tinha me atraído e o por que de tudo isso, a lembrança que ele me trazia e então me aventurei perguntando qual era o nome dele a resposta do meu melhor amigo foi clara e reta: Felipe.
Minhas pernas tremeram e a vodka subiu à minha mente, comecei a rir sem nenhum motivo e agora eu posso responder que não é coincidência, é perseguição. Sério...

sábado, 11 de setembro de 2010

Lucy in the sky with diamonds


Largue as dorgas manolos. hohoho.
Pessoas caindo e comendo batatas. Voam ao encontrar elefantes sobre um rio. Eles choram por não ter mais alpiste. Os pássaros em volta de um grande circulo de flores, cantam o hino de Londres, com casacos azuis e calças verdes .. eles suspiram. E eu parada ao lado do bonde, pensando em canelas com cerveja, vejo meu passado com grinaldas de diamantes. A menina corre em volta de mim. De repente todos gritam, sussurros ensurdecidos. E choram por não verem areia por perto. O chinelo dela está na gaveta, esperando um jantar a dois. O meu pai reclama que está tarde. Diz numa voz cansada: '' hora de dormir filhinha'' . Enquanto a vaca muge triste por ter chifres e cenouras. A casa pia por abrigo enquanto o homem morre de tanto viver. Cabeças sendo abertas por conheres de pau, fazendo com que a grama fosse aguada. Em pleno inverno estão os macacos de biquini, numa praia deserta com pessoas de limosine. Faz-se vento no armário do sótão, está tudo muito claro, muito escuro. O rato do quarto dança, enquando Cecília fura o dedo ao costurar em seu casamento. Mesmo depois de morta, a janela se abre, contando mil historias. Ela ri e chora, ela sente falta de ar, e de novo Liria está Sendo sincera Demais.

Anoiteceu mas faz tempo que a minha vida escureceu, não sei ao certo quando isso aconteceu, só seu que o culpado fui eu...

Eu juro por tudo que é mais sagrado, que se acontecer qualquer coisa de mal contigo, eu vou me culpar pra sempre, mesmo que a culpa não seja minha.
Ah, e se vocè ficar como o Dallas, eu preciso casar contigo. rs.